sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O método Rolfing

Criado e desenvolvido pela bioquímica americana Ida P. Rolf, o Rolfing®, há 20 anos no Brasil, é uma terapia corporal amplamente reconhecida, que tem por objetivo levar o corpo a uma condição mais equilibrada e harmoniosa de postura e movimento.

Através de toques altamente especializados, profundos e precisos, o profissional de Rolfing® elimina as tensões e encurtamentos musculares que causam as dores, alteram a postura e dificultam os movimentos. O rolfista também ensina o cliente como usar melhor seu corpo para não sobrecarregá-lo durante as diferentes atividades físicas.

O trabalho do profissional tem início com a observação e análise da estrutura corporal e dos padrões do movimento do cliente. Juntos, profissional e cliente, discutem as suas sensações e percepções, observando o alinhamento dos segmentos do corpo, a relação deles entre si, áreas de imobilidade e de tensão, áreas com rotações e torções, como também problemas específicos (geralmente dores) trazidos pelo cliente.

O Rolfing® é geralmente aplicado em uma série inicial básica de dez a quinze sessões individuais de manipulação dos tecidos e reorganização do corpo. Essas sessões se desenvolvem numa seqüência lógica em que cada uma delas é, ao mesmo tempo, uma continuação da anterior e uma preparação para a próxima. Cada sessão tem objetivos específicos e trabalha com determinadas áreas do corpo, determinadas regiões anatômicas e diferentes níveis de profundidade. Sem nunca perder de vista a integração do corpo como um todo, os objetivos do Rolfing® vão sendo atingidos a cada sessão e sedimentados de forma cumulativa.

Considerando as diferenças individuais dos clientes e dadas as suas limitações, dificuldades e qualidades específicas, o Rolfista cria um plano de sessões com características próprias a cada cliente, sem perder de vista uma linha básica de ação que norteia toda a série.

Juntamente a esses procedimentos, o cliente é fotografado, de corpo inteiro, em quatro posições (frente, costas e dois perfis), antes da primeira sessão, durante o processo e ao final da décima sessão. Essas fotografias são um valioso instrumento de avaliação do processo, além de serem importantes para auxiliar a percepção e reeducação do cliente.


Retirado daqui

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Testes especiais para quadril



Teste de Thomas: é um teste obrigatório, sendo usado para se verificar se há contratura em flexão do quadril. Patologias intra-articulares ou na vizinhança do quadril, freqüentemente, desencadeiam uma resposta reflexa antálgica no quadril que fica em semiflexão. Geralmente, esta atitude não é percebida porque é compensada pela inclinação da pelve. A manobra de Thomas consiste na eliminação da atitude compensatória da pelve, para se observar a posição real do quadril. O paciente é colocado deitado. Faz-se flexão de ambos os quadris. Com isto desfaz-se a inclinação pélvica. Mantém-se o quadril normal em flexão máxima para segurar a pelve e, vagarosamente estende-se o quadril que se quer testar. Quando há contratura em flexão o quadril não estende completamente e o ângulo formado entre a face posterior da coxa e o plano da mesa de exame corresponde à contratura em flexão existente.

Manobra de Trendelcnburg: é usada para verificar se há insuficiência do músculo glúteo médio. Como visto, este músculo tem a importante função de manter a pelve nivelada durante a marcha. Se ele está insuficiente a pelve tende a cair para o lado contrário ao do apoio. As insuficiências do glúteo médio são ocorrências freqüentes em patologias do quadril e podem existir por doenças do próprio músculo ou de sua inervação (exemplos: seqüela de poliomielite, miopatias,lesões de raízes nervosas), ou, ainda, por encurtamento da distância entre a origem e inserção do rnúsculo. 
Isto faz com que ele fique relativamente frouxo e perca eficiência. São exemplos a luxação congênita do quadril e deformidades em varo do terço proximal do fêmur (sequelas de fratura).
Para realizar a manobra o paciente fica de pé, de frente para o examinador. Segura-se, firmemente, as duas mãos do paciente e pede-se que ele levante o pé do lado normal, fazendo apoio do lado que se quer testar. Com isto, a pelve tende a cair para o outro lado e o músculo glúteo médio contrai-se para manter o nivelamento dela. Se ele estiver insuficiente o nivelamento não é mantido e a pelve cai para o lado oposto ao do apoio. Reflexamente, o paciente para não se desequilibrar, inclina o tronco para o lado do membro apoiado. Com isto, ele consegue trazer o centro de gravidade sobre o quadril, diminuindo o braço de alavanca e aliviando o músculo. Portanto, o Trendelenburg testa o músculo do lado do apoio e,
quando é positivo, a pelve cai para o lado contrário ao apoio e o tronco inclina-se para o mesmo lado do apoio (Figura 9). A manobra é feita, primeiramente, no lado normal ou menos afetado.

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